Tuas linhas desenhadamente perfeitas
só se abalam com a perfeição maior
de outra coisa, que não é senão
o pulso da vida a atravessar tuas veias.
Estás viva e a vida corre de teu peito
às pontas das mãos,
do silêncio de tua caverna
aos rubores da face.
É a vida que balança os teus cabelos
e, deles, segue a fluir emperfumando o ar.
E os teus olhos,
quando encontram os meus,
emprestam-lhes o fogo santo da esperança,
sol nascente que brota no mar
e incendeia o céu.